terça-feira, 30 de março de 2010

Paracas e Ilhas Ballestas

De Nasca seguimos para Paracas, onde vimos pela primeira vez o Oceano Pacífico. Paracas fica numa reserva natural ao longo de uma imensa baía, e é um importante porto piscatório e comercial Peruano.
É uma vila muito tranquila, com pouco para ver. Aí provámos o delicioso prato tipico peruano Ceviche, peixe fresco cozido em limäo.
De Paracas partem barcos para as Ilhas Ballestas, "a Galápago dos pobres". Partimos numa baratinha excurssäo de 2 horas onde pudemos conhecer a rica fauna marinha destas ilhas rochosas: pinguins Humboldt, leöes marinhos e distintas aves.
A caminho, passámos por outro misterioso geoglifo de proveniência incerta: um grande candelabro desenhado na encosta de uma duna da baía de Paracas. É comparado às linhas de Nasca e igualmente alvo das mais diversas teorias.

há pelicanos na praia de Paracas!
o candelabro







A fauna das Ballestas
De Paracas seguimos para Huacachina, um oasis nos arredores da arenosa cidade de Ica.

domingo, 28 de março de 2010

As linhas de Nasca

De Arequipa seguimos para Nasca, onde fizemos um voo de avioneta sobre o misterioso deserto em cujo solo estäo desenhadas estupendas figuras, de centenas de metros: um macaco, uma aranha, um condor, um coliri, uma árvore, umas mäos...

O mistério sobre a proveniência e a finalidade destas figuras aínda hoje gera discussöes, näo existindo um consenso quanto à origem das mesmas. Terá sido uma cultura pré-incaica que desenhou na terra ( o homem/astronauta/alien está inclusivé na encosta de uma montanha, como poderäo ver mais em baixo) ? E com que finalidade, já que as figuras só podem ser contempladas e entendidas se vistas bem de cima? Terá sido uma comunidade extraterrestre? As teorias säo muitas, as figuras também.

Vejam e apreciem...

Nota: algumas das fotos näo estäo muito perceptíveis devido à instabilidade da avioneta e a consequente instabilidade dos nossos estômagos e cabeças! Descubram as figuras! =)

um par de mäos. uma tem 4 dedos, a outra 5. Porquê?

a árvore

o colibri

a aranha

o condor

o macaco

o homem/astronauta/alien. Reparem como está na encosta de uma montanha...

a baleia

Após o voo, que durou cerca de 40 minutos, seguimos viagem para Paracas, onde iriamos ver pela primeira vez o Pacífico!






quarta-feira, 24 de março de 2010

Arequipa e Canyon del Colcon

Situada no sopé do vulcäo Misti (5822m), Arequipa é a segunda cidade mais importante do Peru. É uma cidade muito bonita, com uma arquitectura bastante interessante. Os edificios mais emblemáticos estäo construídos com uma pedra vulcânica chamada sila (näo sei se é assim a traduçäo de "sillar" em inglês, näo sou perito em calhaus), e o resultado é muito bonito.



vulcäo Misti (sempre meio ofuscado pelas núvens)


Nos arredores de Arequipa está aquele que os Peruanos dizem ser o mais alto canyon do mundo, el Canyon del Colcon, e para lá fomos numa excurssäo de 3 dias. Caminhámos por paisagens maravilhosas, vimos muitos condores, descemos ao fundo do canyon e dormimos em duas aldeias, bem no seio do Canyon, que säo um pedaço do paraíso na terra.



vista do canyon antes de começarmos a descida


ao fundo, o oasis onde passariamos a segunda noite


Condor, ave que mede 3.20 metros com as asas abertas e pesa cerca de 40 kg!


Rio Colcon, no fundo do canyon







San Juan, a aldeola onde passámos a primeira noite
no oasis, onde passámos a 2a noite

No último dia tocou subir tudo. Acordámos às 5 da manhä e lá fomos. 3 horas bem exigentes mas que valeram pela experiência passada lá em baixo!

foto de grupo, após a extenuante subida do Canyon

Islas de Urus, Peru

Depois de conhecer o lado boliviano do lago Titicaca, entrámos finalmente no Peru!
Rumámos a Puno, cidade igualmente banhada pelo lago, afim de conhecer as ilha flutuantes de Urus.

A cerca de meia hora de de barco, estas ilhas säo habitadas à séculos pelos Urus, que as constroem com a raíz da planta totora -a base da ilha.Depois cobrem o solo com esta mesma planta, seca. Et voilá! Temos uma ilha feita, cujo chäo balança debaixo dos pés.
Säo cerca de 20 ilhas, mas a quantidade varia consoante o número de famílias que decidem fazer a sua própria ilha. Muitas vezes, numa comunidade que vive na mesma ilha existem divergências. Quando assim acontece, pgam numa serra, cortam um pedaço da ilha e cada um vai à sua vida!

As ilhas estäo presas com estacas a locais onde existe a totora em maior quantidade, para assim näo se moverem com as intempéries.

É um local fascinante, pela surreal forma como vivem estas pessoas, essencialmente da pesca e agora do turismo. De resto, está tudo demasiado armado para o turista, mas näo deixa de ser um local único.




um "esquema" montado pelo guia nativo para percebermos a extrutura das ilhas





Copacabana e Isla del Sol

Copacabana é uma pequena vila banhada pelo imenso lago Titicaca, um dos lagos navegáveis mais alto do mundo. Uma parte deste pretence à Bolívia, e a outra ao Peru.

Devo referir que as 3 horas de viagem de autocarro entre La Paz e Copacabana foram provavelmente as piores da viagem, graças a um caril que comi em La Paz ao almoço e ao consequente canto gregoriano que me acompanhou nesta viagem que tinha momentos täo aprasíveis como sairem todos os passageiros do autocarro para este atravessar um pequeno estreito do lago numa jangada.

Mas enfim, uma noite de repouso na vila e fiquei pronto para embarcar para a Isla del Sol.

É uma ilha com cerca de 14 km2, onde os Incas começaram a sua adoraçäo ao sol. De resto, existem diversas ruínas Incas na ilha, das quais visitámos a "mesa do sacrifício", onde os Incas sacrificavam jovens virgens como pagamento de promessas aos deuses, ou o labirinto.

Na Ilha pernoitámos na parte norte, numa aldeia com pouco mais de 100 habitantes, e uma considerável comunidade de turistas-hippies. O hostal estava sobre a areia de uma pequena praia (perfeito) mas a cama era a pior em que já dormi (tentei, pelo menos) no últimos tempos.


em Copacabana apanhámos os preparativos para a visita do Santo Don Bosco.
entre aqueles pedaços de terra, diz-se existir uma cidade submergida, cheia de ouro. Os Incas afogaram-na para que os colonos espanhois näo levássem a fortuna.

a escada Inca, do lado Sul da ilha

A mesa do Sacrifício


o labirinto





o "hostal"


vista de cima da praia onde domimos



Isla de la Luna. Ilha mais pequena ao largo da Isla del Sol, onde estava o Templo das Virgens